Em carta longa, Bandeira anuncia ‘divorcio’ da gestão

Antes do anúncio de apoio a candidatura de João Azevedo (PSB) à sucessão municipal deste ano, o vice-prefeito Nonato Bandeira – presidente estadual do PPS – repetiu o peemedebista Michel Temer. Porém, de uma forma diferente: tornou público a intenção do rompimento com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Deu-se na manhã desta segunda (11). A carta parece mais um livro, cuja escrita vem acompanhada de uma avaliação da gestão, também um sentimento de magoa.

Voltando ao passado, a carta revela que “a aliança com Luciano Cartaxo, à época, até por ter o apoio decisivo do saudoso ex-prefeito Luciano Agra, previa a continuidade das ações de governo e a inovação administrativa, baseada, inclusive no perfil do candidato que resolvemos apoiar…”.

“… Passados estes três anos e 3 meses, temos que reconhecer, infelizmente, que muito pouco se avançou e, em muitos casos, chegamos a retroceder, a exemplo da qualidade dos serviços que estamos prestado à população”, disse Nonato ao escrever sobre a prestação de contas do trabalho que desenvolveu na condição de vice-prefeito da cidade.

Em meio as analises da gestão uma critica direcionada a área de mobilidade urbana, que promete ser o principal carro-chefe da campanha eleitoral deste ano. “O governo municipal produziu intervenções urbanas atabalhoadas, sem um planejamento ordenador, racional e compatível com as diretrizes orçamentárias, com a eficiência administrativa, a gestão pública de resultados e com a nova política”.

Adiante, afirma: “o resultado são obras paralisadas ou em marchar lenta, que não terminam e causam grandes transtornos para o cidadão. Sem falar naquelas que sequer iniciam e foram prometidas com o mandato em curso. Hospital da mulher, BRT, VLT, grandes corredores, padronização das calçadas, centro cultural de Mangabeira, novas escolas em tempo integral, solução para a barreira do Cabo Branco, entre outras”, fala.

A carta segue sem que o vice-prefeito tenha realçado o tamanha da crise econômicas, com efeitos devastadoras para todas as administrações municipais, provocando a mudança de projetos nas gestões e João Pessoa não é diferente.

Conforme previsto, o rompimento aconteceu e o escrito assinado pelo vice-prefeito Nonato Bandeira, presidente estadual do PPS, mostra um sentimento de magoa.