Peemedebistas sinalizam para o rompimento lá e cá

Os peemedebistas se preparam para um rompimento duplo: lá e cá. Tudo caminha para o previsível. O partido articula nos bastidores o impeachment da presidente Dilma Rousseff, colocando em prática o plano de afastamento deixando para os diretórios regionais esta tarefa, enquanto o vice-presidente Michel Temer, também presidente do PMDB Nacional, cuida das conversas com outras siglas aliadas ou não do governo.

Parece que a coisa está muito bem articulada. Dos 27 diretórios, pelo menos 14, inclusive a Paraíba, já declararam apoio ao afastamento do governo do PT, a pretexto de que a presidente Dilma perdeu credibilidade e levará o país para as profundezas do fundo do poço. Neste sentido, não haverá maiores surpresas se acontecer o rompimento.

Com essa carta na mão, o PMDB daqui se fortaleceria e criaria coragem para romper com o governista PSB, que já tem feito de forma ainda acanhada. Primeiro, ao bater de frente com os socialistas ao anunciar a candidatura própria contra os girassóis e, depois, ao filiar um algoz da gestão, o deputado e ex-presidente da Assembleia, Ricardo Marcelo, ex-PSDB, recém filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

A única diferença do PMDB de lá é que o de cá não assume nada, mas pode fazer muita zoada para a ascensão do partido a presidência da República. Quem viver, vera!