O impeachment esquenta o asfalto neste domingo

Algo parecido ocorreu em março de 2015, com a expectativa de milhares de pessoas enfrentando o asfalto quente a pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, também o fim do governo petista. O clima deste 13 de março é o mesmo. Algo muito parecido com o passado recente. Mas é isso mesmo que pretendemos? O que vai ser depois deste domingo (13)? Amanhã, segunda-feira, será o mesmo dia?

Sem dúvidas, há uma irritação da sociedade, talvez, ainda maior de no começo do segundo governo do PT. Ainda não havia o ex-presidente Lula sido levado coercitivamente a uma delegacia da Polícia Federal para depor no caso da operação da Lava Jato, tampouco a corrupção estava deste tamanhão em comparação aos dias de hoje por causa das delações premiadas, prisões etc e tal.

Esta tudo muito fresquinho, sobretudo o pedido de prisão de Lula através do Ministério Público de São Paulo no caso do tríplex de Guarujá. Coisa nova que poderá fazer o asfalto arder nas manifestações marcadas para hoje em todo Brasil. “O povo precisa sair as ruas para mostrar sua indignação com tudo que está acontecendo. O país parou”, apela o senador Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado.

As manifestações deste domingo estão cercadas de muita raiva. Percebe-se na irritação demonstrada num bate papo com amigos, ou em conversas comuns entre pessoas que não se conhecem ou que nunca se viram. Basta puxar o assunto que logo são pronunciados os nomes da presidente Dilma, do ex-presidente Lula e do PT. O povo cansou deles. É verdade.

A jornada será longa, não resta dúvida. Não são os políticos que darão as cartas, mas o povo e espera-se que com o resultado das ruas o amanhã seja diferente do ontem e do hoje. Se a melhor solução for o afastamento da presidente Dilma e do governo do PT, que assim seja. Deus no ajude.

Porém, antes que aconteça quem primeiro deve ser afastado, e rápido, é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Precisa ser homenageado pelas ruas nas manifestações em todo o Brasil. Sim, porque dependendo como Dilma for impedida de continuar à frente do poder, Cunha assumiria a presidência por 90 dias e o caos aumentaria.

Então, o diabo que o carregue.