Acordos no PMDB Estadual valem uma nota de ‘três reais’

A julgar pelo título acima não dá para levar em consideração os acordos assumidos pelo PMDB da Paraíba. Existem dois episódios recentes que confirmam isso, pegando como gancho a mais recente movimentação, a desta sexta (11). O partido está prestes a mudar de presidente estadual e poderia mudar de mãos.

Mas acertou quem antecipou a recondução do senador José Maranhão, cujo mandato parlamentar é de oito anos. Por que não o ex-governador Roberto Paulino no cargo de presidente? A propósito, seria essa a melhor escolha em se tratando de alguém que está sem cargo político e que detém a maior credibilidade no ambiente peemedebista.

Voltando lá atrás, o PMDB assumiu o compromisso de fazer um rodízio entre seus filiados. Na municipal aqui de João Pessoa, o deputado Gervásio Maia seria o nome da vez; na estadual o hoje senador José Maranhão deveria repassar a presidência da legenda a Wilson Santiago, ex-pemedebê.

Você pode perguntar: Mas o ex-deputado federal Wilson Santiago não é mais filiado do PMDB. No entanto, porque não respeitar o rodízio de 2013 e entregar o partido ao ex-governador Roberto Paulino. O pemedebê de hoje precisa ser revestido de maior grandeza, manter os compromissos assumidos entre seus filiados e seguir em frente.

Quebrando os acordos não funciona e ao invés de unir, como deseja o senador José Maranhão, o partido acaba se dividindo e entra em crise profunda, conforme pode-se verificar o que está acontecendo neste momento com o partido aqui de João Pessoa.