A conversa não durou três minutos, mas o suficiente para perceber que o clima no PMDB Estadual é o pior possível. Aliás, está de vaca desconhecer bezerro. Vamos tratar o personagem que segue de “amigo”, até porque em prova de confiança pediu-me “off“, uma espécie de delação premiada neste diálogo de jornalista com a fonte de informação.
Pois bem. Sigamos com a leitura porque vale a pena, até para que possamos ter a dimensão da crise interna vivida pelo partido do senador José Maranhão, que tem em suas fileiras outras lideranças, a exemplo do senador biônico Raimundo Lira.
A demonstração de insatisfação do personagem surgiu depois de pedir-lhe uma avaliação sobre a possibilidade do PMDB caminhar junto com o PSDB nas eleições de João Pessoa, principal colégio eleitoral do Estado, nas eleições do próximo ano. Ele não economizou palavras, sendo curto e grosso na resposta:
– O partido está se desmanchando.
Como assim “amigo”¿
– Longe relato. Mas é lastimável que as conveniências direcionem o nosso rumo.
Bem, prosseguimos com a conversa e perguntei se poderia citar o nome no texto que segue. E ele:
– Esses comentários são exclusivamente pra você, como jornalista de credibilidade e que merece ouvir minhas observações (…). Mas é fácil constatar a falta de direcionamento estratégico.
Insisti. Posso citar o seu nome neste texto¿
– É melhor não, porque poderá gerar outras interpretações e prefiro pagar pra ver o passo a passo das conversas que ocorrem nos bastidores.
Bem, o bate papo acabou por aí. Neste domingo (30), é bom lembrar, o PMDB de João Pessoa realiza convenção para reconduzir o deputado Manoel Júnior a presidência do partido. Será um evento com a dimensão de lançamento de pré-candidatura, inclusive também com demonstração de aliança antecipada com o PSDB do senador Cássio Cunha Lima.
