O governo mudou seu procedimento acerca do julgamento das contas no TCE, decidindo tomar uma decisão dura para salvaguardar a tranquilidade e de que não terá problemas daqui para frente. Tomou uma atitude que já era a esperada entrando com um pedido de “suspeição” do conselheiro Nominando Diniz (foto), relator das contas do exercício financeiro de 2014 do Executivo estadual.
A suspeição é um direito legítimo da parte que se sente prejudicada. Não acontece apenas no Tribunal de Contas, mas também em outras instâncias do Poder Judiciário, aqui e alhures. No pedido, a Procuradoria do Estado – assina a representação – alega que o conselheiro Nominando “é amigo pessoal do senador Cássio Cunha Lima”.
Como se sabe, ao contrário do que aconteceu durante o primeiro governo socialista, o senador Cássio faz oposição a atual gestão administrativa, tendo sido adversário na disputa eleitoral de 2014. Neste sentido, o processo das contas do governador Ricardo Coutinho estará suspenso até o pedido de “suspeição” será analisado por um relator.
Nominando não poderá ser relator desse item. O mesmo ocorre com o também conselheiro Fernando Catão. Diniz por motivos óbvios e Catão porque já teve um “incidente de falsidade” movido contra ele pelo próprio governador.
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