Concentração dos tucanos prevê que Dilma não chega a 2018

Os tucanos reconduziram Aécio Neves a presidência nacional do PSDB, mas essa notícia é de menor importância para o tema maior: a convocação de novas eleições. A propósito, tem sido essa a defesa frequente do senador paraibano Cássio Cunha Lima, líder do partido no Senado. Ele foi para a convenção deste domingo (5) com o discurso na ponta da língua.

“O caminho da mudança está posto pela Constituição e pela lei eleitoral, que será a convocação de novas eleições”, disse Cássio no discurso onde só havia tucanos, inclusive de plumagem como FHC, Aécio Neves, Geraldo Alkmin, Aloysio Nunes, José Serra… Todos deram aval ao senador paraibano na postura que vem sendo adotada em sua atuação no Senado da República.

Cássio discorda da tese do “grande acordo”. Não existe no dicionário do senador paraibano, um dos principais aliados do senador Aécio Neves, candidato derrotado na campanha passada para presidente da República. Na convenção, CCL veio à boca do palco e exibiu seu estilo próprio no trato com o escândalo da operação Lava Jato.

“Proponho a esta convenção que o PSDB possa formalmente deliberar sobre a defesa aberta da realização de novas eleições no país, para que o novo governo, legitimidade pela soberania do voto popular, tenha condições de trazer as mudanças…”.

“[…] Vamos levar às ruas do país a bandeira das novas eleições. É a saída democrática, institucional, que respeita a soberania do povo”, comentou.

Mais adiante: “Este é o momento em que a Nação e o país exige de todos nós brasileiros comprometidos com a ética, com o futuro e com a mudança (…). Exige coragem, firmeza, coerência, determinação para que possamos ser, como somos, a voz da mudança que o país necessita”.

A julga pelo tom do discurso, os tucanos também riscaram do dicionário a palavra trégua, muito usual dentro do contexto político.