José Maranhão e Manoel Júnior, como se sabe, são fraternais amigos. Ambos têm reservas ao também peemedebista Gervásio Maia. Por isso, o PMDB trama a candidatura de MJR à prefeitura de João Pessoa. As bravatas pronunciadas pelo presidente da legenda na Paraíba, senador JM, soa mais como um recado ao PSB do governador Ricardo Coutinho, que sonha em ter o pemedebê no palanque em 2016.
Em diálogos privados, Maranhão diz que Gervasinho porta-se de “bom aliado” do governo para conduzir o PMDB para a campanha dos socialistas, uma espécie de troca de favores. GM será o próximo presidente da mesa diretora da Assembleia. Foi eleito por antecipação no mesmo processo que conduziu Adriano Galdino à presidência do Legislativo.
Então, Gervásio Maia deve favores ao Palácio da Redenção. O que se tem conhecimento é que nos bastidores houve um acordo e, certamente, o PSB deverá de cobrar a fatura, se não do PMDB do senador José Maranhão, mas, pelo menos, de Gervasinho para fortalece a aliança entre os partidos nas eleições municipais do próximo ano.
Por isso, enquanto Maranhão proclama que “o PMDB vai ter candidato próprio”, Manoel Júnior, certo de que vai ser essa a decisão, não compareceu a reunião da Executiva estadual; enquanto Gervásio mudou o tom de sua tese. “Muita água deverá rolar ainda por debaixo dessa ponte”. Mais certo mesmo é a antiga cantilena que aponta “o PMDB de muitos amigos, mas cheio de inimigos”.
A julgar por esse entendimento é possível avaliar que o deputado Gervásio Maia está coberto de razão, sobretudo quando observa que a discussão de hoje não vale para a hora da onça beber água.
Então, que assim seja.
