Aval de Maranhão não significa apoio de todo PMDB

Considerando-se tudo o que a política paraibana já produziu, sobretudo no período eleitoral, o deputado Manoel Júnior (PMDB) se prepara para mais uma daquelas produções que se imagina não deverá dar certo. Seu partido, até onde se sabe, não tem projeto para se aproximar do PSDB que o parlamentar tenta atrair para fortalecer sua pré-candidatura a prefeito de João Pessoa, em 2018.

O deputado-pretenso candidato busca o apoio das lideranças tucanas, a exemplo do ex-governador, ex-prefeito e ex-senador Cícero Lucena, “com quem mantive contato”, e o senador Cássio Cunha Lima “que já agendei um encontro para as próximas semanas”. Será que Manoel Júnior tem agido a revelia do partido?

Decerto não, mas pode estar desagradando a dois peemedebistas: Veneziano Vital, colega de Câmara Federal e também o deputado Gervásio Maia, futuro presidente da Assembleia Legislativa. Diz não temer absolutamente nada do seu partido, mas tem uma saída para a movimentação exercida: “uma disputa interna só legítima qualquer candidatura”.

Declarou se referindo a um possível impasse com Gervásio, “por quem tenho um imenso respeito, eleito há pouco tempo para presidir a Assembleia justamente no mesmo período em que o próximo prefeito assume, então teria que escolher”.

Manoel Júnior desconhece que o seu PMDB é da base aliada do governo socialista, responsável pela eleição do peemedebista Gervásio Maia a presidente do legislativo estadual. Então, precisará de muito papo para convencer o senador José Maranhão da necessidade de acolher os tucanos para uma aliança nas eleições da capital.

Precisará de muito jogo de cintura para superar as divergências internas. Nisso, o político profissional é craque.