Foco na administração; política só em 2016

Preocupado com a administração como manda o costume, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) ignorou declarações do deputado Manoel Júnior (PMDB), possível adversário na eleição municipal do próximo ano. “Não é tempo de debatermos campanha eleitoral. Nosso foco é a gestão”, disse. Cartaxo tem razão, até porque o país vive numa grave crise que está atingindo estados e municípios. Então, não há espaço para está discutindo política.

Outro detalhe: o deputado Manoel Júnior debate as eleições quando nem ele tem a certeza de que obterá legenda, já que o seu partido parece mais interessado em fazer  alianças do que participar da campanha com um candidato próprio. Além do mais, no PMDB também se discute o nome do deputado estadual Gervásio Maia, futuro presidente da Assembleia.

Cartaxo expôs assim seu ponto de vista acerca do que pronunciou o peemedebista:

– Eu penso que essas questões (políticas) devem ter um tempo para serem tratadas. A população de João Pessoa me elegeu para governar, não foi para fazer política. Eu sei que eleição é um processo que faz parte da democracia e eu, como filiado a um partido, tenho que me dedicar a isso, mas só farei no momento certo.

Agora sobre as criticas de adversários políticos a sua administração:

– Desafios e dificuldades qualquer administração tem, mas eu não enfrento falando, eu enfrento fazendo. A diferença é que eu sou prefeito, não sou candidato. É muito fácil ir à tribuna e falar o que está errado. O difícil é governar com um cobertor curto. É na hora da dificuldade que aparece o bom gestor.

Essa tranquilidade do prefeito da capital e o foco na gestão é o que pode estar preocupando os possíveis adversários da campanha do ano que vem.

Antes e depois

Como se sabe, Manoel Júnior é eleitor de Luciano Cartaxo. Agora porque é pretenso candidato e adversário dele foi pro rádio e declarou que “eu pensei que um ex-vereador da Capital teria condições de fazer uma boa administração, mas me enganei e João Pessoa tem uma administração sofrível”.

Por isso, os políticos caem no descrédito.