Segue por todo o País a proliferação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Começou na noite passada, antes da convocação geral para o movimento de 15 de março (domingo), depois do pronunciamento dela a Nação em cadeia de televisão. Vaias e panelaços predominaram assim que Rousseff concluiu a fala no horário nobre.
Como se sabe, a primeira grande mobilização contra o governo petista ocorreu em junho de 2013, cuja convocação foi feita pelo Movimento Passe Livre. Tinha o foco: reajuste do transporte coletivo. O protesto cresceu e atingiram outras áreas, também a adesão da população de ponta a ponta do Brasil. A onda quebrou, mas voltou ainda no período eleitoral do ano passado.
É importante destacar que o movimento nas eleições teve convocação do PSDB, que colocou milhares de pessoas nas ruas em defesa da candidatura presidencial de Aécio Neves. Teve o objetivo de protestar “contra tudo que está ai”. Desta vez não contrário a passagem de ônibus, que substitui pelo antipetismo.
Criou-se uma “onda azul”, cor dos tucanos. Os temas foram Acorda Brasil, Brasil Melhor, Quero me Defender e Brasil Livre. O movimento de 15 de março está sendo batizado do Vem pra Rua, um dos principais movimentos de oposição, que vem crescendo por causa da ferramenta utilizada nas manifestações de junho de 2013. Ou seja, o uso das redes sociais.
Apesar do movimento anti-governo Dilma, o Vem pra Rua não defende o impeachment da presidente da República, tampouco a intervenção militar, como pregam os grupos mais radicais. É importante a orientação neste sentido, porque a experiência do golpe militar é o que existe mais de horripilante. (DP)
