Com o voto secreto, quem tem medo de ser traído?

Ouve-se de tudo neste período de escolha do presidente da Mesa Diretora da Assembleia. Que determinado deputado aderiu a candidatura “A“ ou em outro momento que abandonou o barco da “B” desconfiado de que a promessa não será levada a cabo. Acontece. O que existe, na verdade, neste processo é desconfiança.

É fato. Não é fácil identificar o voto na eleição da Assembleia, pois o voto é secreto e os parlamentares não costumam parecer o que são. Porém, há aqueles que podem não ser o que parecem. Deputado de segundo mandato, o desafiante Adriano Galdino (PSB) enfrenta o veterano Ricardo Marcelo (PEN), experiente porque transformou o Legislativo num poder realmente autônomo.

Dizia-se, e quem costumava a declarar era o Padre Luiz Couto durante seus mandatos de deputado estadual, que “a Assembleia era uma extensão do Palácio da Redenção”. Ricardo Marcelo acabou com isso e fez a diferença entre muitos parlamentares que sentaram na cadeira número um do Legislativo estadual.

Certamente, Adriano Galdino deve estar espantado com o vaivém de opiniões e de prognóstico sobre a eleição de domingo (1º). Deve estar receando não ter um voto, embora isso seja difícil de acontecer porque há aqueles seguidores de sua candidatura. Ou melhor, partidários, digamos assim das orientações do partido do qual pertence.

De hoje até o próximo domingo, o desafiante vai se reunir com o seu grupo. Os encontros, a partir de agora, serão secretos. Imagina-se que seja longe de João Pessoa. Falam em confinamento, mas é uma conta bastante onerosa. Ou seja, não seria saudável para as finanças de quem está patrocinando essa candidatura.

Como Cavalo de Tróia não galopa, é preciso estar com os olhos abertos porque, como se sabe, o colegiado é pequeno: apenas 36 cabeças.


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