Oposição a espera do senador Cássio Cunha Lima

A contabilidade da vida ensinou ao senador Cássio Cunha Lima “mergulhar”, também a recolher-se passada as últimas eleições. Nesta quarta (26), completa 30 dias da eleição do segundo turno, período do afastamento do tucano dos assuntos políticos da Paraíba, exceto o dia seguinte do pleito em que veio à boca do palco para agradecer os mais de um milhão de votos e parabenizar o adversário pela vitória nas urnas.

Passado esse período não se sabe ainda a estratégia da oposição, até porque o líder preferiu sair de cena, ausentando-se do Estado e preferindo respirar os ares de Brasília, onde exerce o mandato de senador da República e com mandato até 2018. Cássio deixou os seus seguidores órfãos e cada um está tomando o seu destino, sobretudo políticos que detém mandatos.

A poucos dias atrás assessores mais próximos tinham anunciado uma reunião dele com a oposição, deputados que foram eleitos pela coligação comandada pelo PSDB, partido do senador Cássio. Mas nem todos foram avisados e souberam do assunto através da imprensa.

Por exemplo: ninguém sabe a estratégia que está sendo montada para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia, que aconteceu em fevereiro do próximo ano. Porém, embora seja uma eleição interna, o Palácio da Redenção está interferindo com força. O presidente Ricardo Marcelo está lutando sozinho e a ausência de Cássio está sendo muito ruim para o grupo.

É sabido, pois, que mesmo não conseguindo êxito na eleição majoritária de outubro, Cássio exerce forte liderança entre alguns deputados, inclusive sob alguns de partidos adversários a ele na campanha de primeiro e segundo turno para o governo da Paraíba. Agora, a pergunta que não quer calar:

O senador vai mesmo tocar o barco pra frente, ou deixar que seus aliados morram na beira mar?