Governo conserva mais um ficha suja entre seus auxiliares

Tomado por tudo que já produziu em sua trajetória política, a suspensão dos direitos políticos por três anos é um pingo d’água no oceano em que gravita o ex-prefeito Fábio Tyrone (foto), atual chefe do governo Ricardo Coutinho. A decisão é da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Julgou procedente recurso do Ministério Público do Estado.

A denúncia contra Tyrone remonta 2008, quando ele disputou a prefeitura de Sousa. Na ocasião, o sentenciado teria adotado as cores verde e laranja em sua campanha e, depois de eleito, já revestido no cargo; padronizou todos os bens públicos com as cores da campanha.

Relator do processo, o desembargou Leandro do Santos foi enfático:  “A publicidade no intuito de promoção pessoal importa em grave ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade e moralidade, que, dentre outros, informam a boa administração. Por esta razão, não pode escapar das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa”.

Tem mais punição para o premiado Tyrone: multa em duas vezes o valor da remuneração recebida como prefeito, suspensão dos direitos políticos por três anos, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos e ressarcimento do dano, sendo que esta última obrigação consiste em repintar todos os bens móveis e imóveis que, atualmente, estejam nas cores verde e laranja, com as cores indicativas da bandeira do município de Sousa.

E agora? – A informação é que o governador Ricardo Coutinho já está preparando a despedida de Fábio Tyrone da chefia do governo. Um ficha suja basta, ao se referir a Carlos Antônio, ex-prefeito de Cajazeiras. Dois é demais.

Blog/Portal JPA