Pâmela se defende do escândalo da Granja acusando ex-secretário

É como diz o ditado popular: “o pau só quebra nas costas dos mais fracos”. A regra não deverá ser exceção no caso do escândalo da compra exagerada de 17 toneladas do fruto do mar – lagosta, camarão, peixes, além de carne; muita carne – pela Granja Santana, residência oficial do governador.

Pelo andar da carruagem, o ex-secretário Lúcio Flávio, então chefe da Casa Civil, será responsabilizado pelo malfeito, não a primeira-dama Pâmela Bório.

Em sua defesa no processo que apura a suposta irregularidade, Pâmela disse que não tem nenhuma responsabilidade. Ela jogou tudo no colo de Lúcio Flávio. Como se sabe, a auditoria do Tribunal de Contas do Estado considerou ilegal o exagero da compra de 17 toneladas das iguarias. Resultado: a primeira-dama foi processada por improbidade administrativa na decisão do Ministério Público.

Pâmela pede para ser afastada do processo, atribuindo a irregularidade ao ex-secretário Lúcio Flávio, que é o ordenador de despesa e não ela, cujo pecado foi não ter feito nenhum questionamento. Ou seja, seria co-participante. Mas, ainda assim, defende-se argumento que não “sabia de absolutamente nada”.

Mas os gastos não foram apenas com lagosta, Camarão, peixes e carnes de primeira. O Ministério Público ressalta que “apenas para as despesas com aquisição de artigos de cama, banho, bebê e decoração teriam sido gastos R$ 18.575,73.”

Para se livrar da encrenca no gasto com os artigos acima citados, Pâmela Bório alega que, “no início da gestão de Ricardo Coutinho, a Granja estava totalmente desprovida de condições para servir de moradia ao chefe do Executivo e família, esposa e filho recém-nascido do casal”, declarações que constam de matéria veiculada nesta sexta (7) no Jornal da Paraíba.

Bem, se a regra não for exceção o pau vai quebrar nas costas do ex-secretário Lúcio Flávio. Ou alguém tem dúvidas?