Acusada de corrupção, entidade que gerencia o Trauma pode ter atividade suspensa

Acusada de desviar mais de R$ 25 milhões de recursos disponibilizados para a saúde em vários estados brasileiros, a Cruz Vermelha Brasileira corre o risco de ser suspensa da Federação Internacional da entidade caso não responda pelas acusações de corrupção na entidade. A informação foi dada pelo site do Jornal Estadão, que conversou com Matthias Schmale, subsecretário-geral da Federação Internacional da Cruz Vermelha.

Na Paraíba, a Cruz Vermelha é a responsável por gerir o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Desde 2011 no comando da casa de saúde, a administração da entidade marcada por várias denúncias improbidade administrativa. O Tribunal de Contas do Estado (TCE), inclusive, já deu parecer apontando irregularidades no contrato feito entre o Governo do Estado e a Cruz Vermelha.

De acordo com Matthias Schmale, uma “chance” está sendo dada aos representantes brasileiros da instituição para que provem que estão dispostos a lutar contra a corrupção da administração que os precedeu. Mas, se nos próximos meses nada for feito para remediar a situação, a instituição com sede em Genebra já fala em suspensão, algo que só esteve perto de acontecer com a África do Sul durante o regime do apartheid.

Uma auditoria encomendada pela própria entidade foi concluída em maio deste ano com indícios de desvio de pelo menos R$ 25 milhões arrecadados com donativos e repasses públicos para ajudar vítimas de catástrofes, entre 2010 e 2012. Os responsáveis já foram afastados.

A organização da Cruz Vermelha Internacional quer que os responsáveis pelos desvios de dinheiro sejam levados à Justiça no Brasil. “Estamos dando uma chance e torcendo para que tudo seja feito. Mas, se nada acontecer, não vamos ter alternativa”, indicou Matthias Schmale.


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