Ricardo: fantasma do passado é rejeitado por peemedebistas de todas as partes

A insatisfação com o PMDB, do partido do senador Vital do Rêgo, então candidato a governador; e de Veneziano Vital; aumentou após a adesão ao candidato do PSB, Ricardo Coutinho. Segundo colocado no primeiro turno, o “socialista” não teria feito um grande negócio reconquistando o peemedebê da dupla de políticos de Campina Grande.

Pelo menos 200 vereadores, 38 prefeitos, mais uma de uma dezenas de vice-prefeito e diversas lideranças políticas do Estado, rejeitaram aliança no segundo turno com o candidato à reeleição e confirmaram apoio ao tucano Cássio Cunha Lima (PSDB).

Dissidente, o peemedebista Manoel Júnior – deputado federal reeleito – atestou que não surtiu nenhum efeito prática a adesão do PMDB de Vital e Veneziano a candidatura “socialista” Nesta sexta (10), Júnior declarou voto ao tucano.

Não só Manoel Júnior. Outros peemedebistas anunciaram voto em Cássio no segundo turno. Foram eles: Trócolli Júnior, Olenka Maranhão e Márcio Roberto, todos deputados estaduais e, ainda, o vereador Mangueira.

Durante o anuncio dos peemedebistas declarando apoio a Cássio, o deputado Trócolli Júnior subiu o tom do discurso: “Nós queremos dar um basta nos escândalos que mancham a Paraíba em nível nacional. O nosso estado precisa de paz e os servidores públicos precisam voltar a sorrir e apoiamos Cássio para dar um basta nisso tudo”.

O também deputado estadual Caio Roberto (PR) prestigiou o evento dos peemedebistas, destacando que Manoel Júnior, Trócolli, Olenka, Márcio Roberto, entre outros “optaram por manter a coerência…”.

“[…] Nós estamos aqui para reiterar o apoio do PR a Cássio e dizer que no dia 26 de outubro, a Paraíba dará um basta neste governo”.

O recém eleito deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) disse que “a Paraíba observa que a saúde, a educação e a segurança pioraram e o governo não honrou a população do estado”, disse ao apostar na confirmação da vitória no segundo turno.

Presidente do PMDB de João Pessoa, o deputado Manoel Júnior acusou Ricardo Coutinho de trair o partido em 2006 e 2008. “Esse governo que aí está foi combatido pelo PMDB nos últimos quatro anos pela forma com que trata o funcionalismo público  e persegue os contratados”.

Júnior lamentou que parte do PMDB tenha optando em apoiar a candidato de Ricardo Coutinho, justificando seu ponto de vista “por não concordar com as políticas para a Educação, saúde e segurança pública”, lembrando o fechamento de quase 300 escolas públicas, privatização do Hospital de Trauma de João Pessoa e o aumento cada vez galopante dos índices de violência no Estado.

É isso!