PMDB paraibano entra no barco assustado com o fantasma do passado

Uma das condições impostas pelo PMDB paraibano ao governador reeleitoral Ricardo Coutinho, segundo colocado nas eleições de domingo passado, é o “loteamento” do governo, numa hipótese de recondução ao Palácio da Redenção no reencontro do eleitor com as urnas no dia 26 de outubro. É um compromisso que os “socialistas” garantiram que é “sério” e não será como das outras vezes que Ricardo deixou os peemedebistas a verem navios, defronte a orla marítima de João Pessoa.

O candidato à reeleição não teve dificuldade nenhuma de aquiescer. Afinal de contas está em apuros no segundo turno, já que saiu das urnas no domingo derrotado. Por isso, não perdeu a oportunidade diante dos compromissos firmados, também concordou com tudo, mesmo que depois não tenha que cumprir. O PMDB sabe disso. Por isso, relutou muito em não oferecer apoio ao candidato “socialista”.

O vice-presidente Michel Temmer, licenciado da presidência nacional do PMDB, veio aqui, enganou meia dúzia de peemedebista e ordenou o partido a apoiar o candidato Ricardo. Talvez, não saiba da metade do que o peemedebê sofreu nas mãos de RC, as traições impostas, a mais recente delas rejeitar Maranhão, o senador recém eleito em sua chapa na disputa deste ano.

Michel está desesperado porque vislumbra uma derrota da chapa PT/PMDB para o presidenciável tucano Aécio Neves. Por isso, correu para a Paraíba no sentido de garantir apoio para a presidente Dilma no segundo turno das eleições.

O PMDB embarcou neste barco sem rumo dentro de um oceano, cuja relação política com os “socialistas” poderá não somar absolutamente nada em termos eleitorais, nem para o candidato Ricardo, tampouco para a presidente reeleitoral Dilma Rousseff.