“Ninguém está autorizado a falar por mim”. Assim reagiu o recém eleito senador José Maranhão, presidente estadual do PMDB e ex-governador da Paraíba por três vezes. Veio no instante em que o senador Vital Filho – terceiro colocado no primeiro turno – pretendia, sem ouvir os demais integrantes do partido, anunciar apoio ao segundo colocado no pleito de domingo passado, governador reeleitoral Ricardo Coutinho (PSB).
Soube-se depois que Vital já havia acertado a participação do seu partido no governo, caso o segundo colocado nas eleições de 5 de outubro obtenha sucesso nas urnas dia 26 de outubro. A propósito, uma dessas secretárias seria a de Saúde, que seria entregue a médica Tatiana Medeiros, derrotada em sua pretensão de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Pois bem. Maranhão criticou na tarde desta terça (7) o uso indevido de sua imagem nas redes sociais, dando conta de possível apoio dele a qualquer candidatura ao governo do Estado. Disse ele: “Ninguém está autorizado a falar por mim”, reiterou o recém eleito senador com 647.271 votos.
Segundo José Maranhão, o PMDB realiza reunião do seu Diretório estadual nesta quarta (8), na sede do partido, em João Pessoa, onde poderá decidir o seu posicionamento político para as eleições para o governo do Estado. Na condição de maior partido da Paraíba, a legenda que ele preside não pode ser pressionada por uma definição sem que os seus representantes tenham o direito de se expressar.
Já na manhã desta terça, o senador eleito e presidente estadual do PMDB desarticulou, por telefone, de Brasília, uma entrevista coletiva convocada pelo senador Vital do Rêgo Filho, ex-candidato a governador da legenda. Em nome do partido, alertou ele ao parlamentar, fala quem tem a delegação da presidência.
O PMDB elegeu no último domingo, além do senador José Maranhão, três deputados federais – Veneziano Vital, Hugo Motta e Manoel Jr – e quatro deputados estaduais: Nabor Wanderley, Raniere Paulino, Gervásio Filho e Trócolli Junior
