Como se recusou participar da ‘girassoca’, prestador de serviço acaba exonerado

O servidor público Durval Macedo Marola, acusou o governo do Estado de sua exoneração  por que se recusou a participar da “Girassoca”, evento de encerramento da campanha do PSB, partido do governador Ricardo Coutinho.

Durval foi contrato para o posto de técnico de manutenção e não para segurar uma bandeira do candidato reeleitoral Ricardo Coutinho. Além de se recusar a participar do evento “socialista”, o ex-servidor público também não pretendia entre seu voto ao governador.

Surpreso, a vítima de perseguição – uma entre milhares que estão na campanha do PSB forçado por uma dessas circunstâncias eleitorais – Durval revelou que o ato de exoneração foi assinado pelo diretor da Codata, Krol Jânio P. Remígio.

Nesta sexta (3), poucas horas do encontro do eleitor com a urna, Durval denunciou como funcionava o esquema o esquema para obrigar os prestadores de serviços e comissionados a participarem de atos da campanha.

Ele integrava o grupo batizado de “visitas qualificadas”, onde servidores eram escalados para participarem das atividades de campanha do candidato Ricardo Coutinho. Um escândalo!

Durante entrevista ao portal Wscom, Durval adiantou que cada grupo tem um líder e é esse líder o encarregado por fiscalizar a presença do prestador de serviço ou comissionado nos eventos de campanha.

Disse que havia sido alertado que poderia sofrer alguma conseqüência se não fosse para a “Girassoca”.

“Existem grupos e cada grupo tem um líder. No grupo que eu estava mandaram um recado que se eu não fosse iria me complicar. Eu não fui”, declarou.

Durval era lotado na Codata, mas trabalhava no Detran, consertando as impressoras do órgão.

No seu desabafo nas redes sociais, ele disse ainda que trabalhava sem a menor condição, já que única ferramenta que tinha era uma chave.

Mal comparando, é como se Durval fosse obrigado a fazer algum de errado que sua personalidade não permitia.

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