Veja a quem o governo da Paraíba confiou obras

Vai resultar em investigação do Ministério Público Federal a reportagem noticiada pelo Clickpb sobre a relação do governo da Paraíba com a Construtora G & F Ltda, cuja denúncia é procedida de farta documentação que comprovam o envolvimento do Estado com a Delta Nacional. Vem a ser maior distribuidora de recursos da organização criminosa comandada adivinhe por quem? Acertou quem disse Carlos Augusto Ramos, mais conhecido no submundo do crime por “Carlinhos Cachoeira”.

Isso mesmo. Vou repetir: Carlinhos Cachoeira. Saíram do tesouro estadual, autorizado pelo governo nos anos de 2011, 2012 e 2013 recursos na ordem de R$ 81.687.813,79 para os cofres da construtora C & F Ltda, empresa que teria envolvimento com a Delta, conforme denúncia jogada ao meio-fio pelo senador Álvaro Dias (PSDB/PR). Os documentos que seguem abaixo não deixam dúvidas. Cabe o governo Ricardo Coutinho esclarecer como começou essa relação.

Tecnicamente, chegou-se ao malfeito através de movimentações financeiras atípicas registradas pelo Coaf – Conselho de Controle de Atividades Financeiras, entre os anos de 2010 e 2012. O senador Dias é autor do requerimento à CPI. O parlamentar chegou a pedir quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal da G & F durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito, que investigou as operações da Polícia Federal batizadas de “Vegas” e “Montecarlo”.

Documento coletados junto ao Portal da Transparência do Governo Federal, a G & F se encontra no Cadastro da Empresa “Inidôneas” por “atos ilícitos materializados no pagamento de diversas vantagens e benefícios indevidos a servidores públicos, atentando contra a necessária idoneidade da referida empresa para contratações públicas, nos termos do art. 87, inciso IV, c/c art. 88, inciso III, ambos da Lei 8.666, de 21 de junho de 1993”.

Agora, veja o mais grave: o governo do Estado segue pagando a empresa, embora inscrita na lista “ficha suja” da Controladoria Geral da União (CGU). No dia 26 de setembro do ano passado, o Diário Oficial da União trouxe a inclusão da empresa no cadastro de inidôneas, enquanto que no dia 8 de novembro do mesmo ano, o governo pagou R$ 202.020,93 a empresa por serviço em trecho da PB-382, entre os municípios de São José de Caiana e Serra Grande.

Por sorte, há o Ministério Público para ajudar a esclarecer o malfeito e tirar a prova dos nove.

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