Quem bate esquece; quem leva a pancada não

Não é novidade que a classe médica paraibana quer ver o governador Ricardo Coutinho (PSB), candidato à reeleição, pelas costas. Isto é fato. Mas essa situação foi provocada pelo próprio chefe do Executivo da Paraíba, que passou três anos e nove meses da gestão batendo de frente com as representações médicas do Estado.

A rejeição é tenta que o Conselho Regional de Medicina, atendendo apelos dos profissionais, vai encaminhar ao Ministério Público Eleitoral um documento contento todas as graves denúncias contra o governo. “E não são poucas”, garantiu um dos conselheiros que subscreveu o documento.

Já o presidente do CRM, João Medeiros, disse que “são denúncias graves e que não podem cair no vazio”. Como se sabe, um dos maiores conflitos do governador foi com os médicos da Paraíba. Agora veja uma das irregularidades alencadas pelo Conselho Regional de Medicina, conforme a nota distribuída à imprensa nesta sexta (12).

“O afastamento de médicos contratados para atuar em hospitais públicos em decorrência de seus posicionamentos políticos (…). Trata-se de um desvirtuamento do princípio da impessoalidade em que a opção política (declarada ou nã0) é utilizada como forma de pressão”.

“[…] A utilização da máquina pública durante as eleições, além do ilícito eleitoral, é um desvio moral, uma vez que a população, sobretudo a parcela mais carente, é prejudicada em razão da falta de médicos”.

Essa situação é motivada pela falta de diálogo do governo com as entidades médicas da Paraíba.

É o que revela trechos da nota.