PSB é citado no escândalo da Petrobras

Costuma-se falar que os governos se completam. É verdade. Quando surge um escândalo parece mais o efeito dominó, pois o malfeito vai levando todo mundo que está pela frente, do tipo um vulcão quando está em erupção. O personagem do momento é Paulo Roberto Costa, ele ex-diretor da Petrobras que jogou gasolina na fogueira ao citar o envolvimento de partidos e políticos em distribuição de propina.

A denúncia, em troca da delação premiada, sistema jurídico que serve para o sujeito diminuir a pena quando quer abrir o jogo; jogou para o centro dos escândalos os dois principais dirigentes do Congresso Nacional, Renan Calheiros e Henrique Alves, presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente, também o ex-presidenciável e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto no mês passado.

A propósito do envolvimento de Campos, coloca o PSB dele – aqui representado pelo governador Ricardo Coutinho, candidato à reeleição – numa situação complicada em termos eleitorais, ainda mais quando se sabe de um embate difícil que o nome “socialista” está enfrentando para ser reconduzido ao cargo.

Certamente, mesmo que tenha planejamento em tocar no nome de Campos daqui para frente, a estratégia é esquecer de uma vez o ex-presidenciável e ex-governador de Pernambuco. A citação foi feita pelo então poderoso chefe da Petrobras tem sentido, levando em conta que Paulo Roberto Costa foi responsável pela obra mais cara da estatal: a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, custou a bagatela de R$ 40 bilhões.

A denúncia está estampada na revista Veja em sua edição desta semana.