De escândalo em escândalo, o Trauma sobrevive

Sob investigação do Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público Federal desde o começo do governo Ricardo Coutinho (PSB), a Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul volta a ser alvo de escândalo pela mídia nacional, trazendo a reboque a gestão administrativa estadual. A CV é acusada de desviar recursos da saúde.

A cumplicidade da relação entre o governo e a Cruz Vermelha é o que mais preocupa. Como se sabe, a idoneidade da empresa que gerencia o Hospital de Trauma de João Pessoa sempre foi colocada em dúvida. Fazia-se uma espécie de alerta a gestão “socialista”, que jamais se incomodou o que se dizia da CV. Preferiu ir para o confronto com quem se posicionou contrário ao contrário milionário celebrado pela administração estadual.

Na verdade, a estratégia era se livrar dos problemas causados pelo Trauma e a saúde pública estadual, o calo de qualquer gestão pública. A denúncia jogada ao meio-fio pela Folha revela que em julho uma auditoria encomendada pelo órgão internacional – Cruz Vermelha Internacional – constatou o desvio de recursos.

Em vários estados. No Maranhão, a empresa é da mãe do ex-vice-presidente nacional da CV, Anderson Choucino. Lá era o centro do escândalo, mas fechou. Tem mais em Santa Catarina, Distrito Federal e Petropólis.

Conta a matéria que em João Pessoa, “a filial gaúcha da CV&ndash, a mesma que atuou em Espírito Santo é investigada por administrar o Hospital de Trauma, o maior do Estado, a um custo de R$ 9,8 milhões por mês.

Destaca, ainda, o seguinte: “O caso virou alvo da oposição nestas eleições, porque o governador Ricardo Coutinho (PSB) renovou com a CV até 2016, apesar de os tribunais de contas do Estado e da União apontarem problemas…”.

“[…] segundo a promotora Gardênia Galdino, a contratação da CV em 2011, sem licitação, está agora na mira do Ministério Público da Paraíba”.

Conforma a matéria veiculada pela Folha, “a gestão do hospital em João Pessoa começou com o empresário Daniel Gomes da Silva, diretor nacional da CV”. E prossegue: “Silva era dono de uma empresa de aluguem de ambulâncias, a Toesa, que ficou famosa em 2012 após o &quotFantástico&quot, da Globo, flagrá-lo oferecendo propoina para fechar contrato com hospitais no Rio.

Diz mais: “Réu numa ação em Natal (RN), &ndash, acusada de chefias um esquema que usava uma ONG para favorecer a Toesa&ndash. Silva foi reeleito para o Conselho Diretor da CV, em julho.

Outro lado – O atual diretor da Cruz Vermelha afirma que a denúncia referem-se à gestão anterior, que está tentando recuperar a imagem da atual empresa.