Há um clima de desarmonia evidente na relação entre PSB e PT, que formalizaram uma aliança em meio à discórdia de setores petistas. Prova disso é a dissidência que se formou com alguns candidatos a cargos proporcionais fazendo campanha de “eu só”, caso específico do deputado Frei Anastácio, do ex-presidente estadual do petê, Rodrigo Soares e do vereador Bira Pereira, este último concorre a uma vaga na Câmara Federal. Esses se recusam a votar no governador reeleitoral Ricardo Coutinho, razão maior da crise instalada no ambiente do Partido dos Trabalhadores.
A desavença entre “socialistas” e petistas viviam apenas nos bastidores, em salas restritas e no boca-a-boca de quem já presenciou confusão dos principais personagens que levou a aliança entre os dois partidos. Antes que ganhasse os refletores, a primeira-dama Pamela Bório cuidou de esculhambar ainda mais com o petê, plugada na web com as seguintes declarações: “Aos insistentes amigos petistas: não votarei no PT nem que seja para salvar sua vida”.
Claro, petistas como Charlinton Machado – presidente estadual – e Adalberto Fulgêncio apagaram as luzes dos refletores. O segundo sofre de amnésia, quando entrevista na manhã desta quinta (21) e instalado a falar sobre as declarações Pamela enrolou os repórteres com declarações que nada teve a ver com que havia sido perguntado. É por isso que a crise saiu das quatro paredes para às ruas.
Se estava ruim por causa de Pamela, piorou quando o PT buscou o apoio do vice-governador Rômulo Gouveia (PSD), candidato a deputado federal, para Lucélio Cartaxo, que concorre ao Senado Federal. Como se sabe, Rômulo é do grupo do candidato a governador Cássio Cunha Lima (PSDB). Setores do Partido Socialista Brasileiro reagiu, discordando da aproximação de um aliada do principal rival do PSB.
O PT se recolheu a reação de setores do PSB, não explodindo a voz para não prejudicar a candidatura de Lucélio, que já faz campanha em carreira solo. O que os petistas não querem mesmo é rejeitar voto.
Ninguém rejeita.
