DEPUTADO QUE SÓ NÃO CHAMOU governo de santo deve mudar postura

Anísio Maia deve mudar o tom discurso na volta do recesso parlamentar. Disse ao repórter que não fará oposição raivosa ao governo “socialista”, mas também não será um aliado ao ponto de baixar a cabeça para tudo o que vier do outro lado da Praça dos Três Poderes, leia-se Palácio da Redenção.

“Serei uma voz independente”, proclamou o deputado que só não chamou o governo “socialista” de santo quando esteve na oposição verdadeira nestes últimos três anos e meio.

Chegando a base, o deputado Anísio Maia foi logo ganhando um “refresco”. Viu um projeto de sua autoria sancionado pelo Executivo, quando numa circunstância normal jamais aconteceria. Diz-se respeito ao passe-livre para os estudantes da rede estadual de ensino nos transportes intermunicipais. No  âmbito de João Pessoa já tinha sido implantado na gestão de Luciano Cartaxo (PT).

Dizia-se que o projeto passe-livre era inconstitucional, conforme comentários do deputado Hervásio Bezerra (PSB), líder da bancada do governo, a pretexto de ser uma prerrogativa do Executivo por se tratar de matéria financeira. Por isso, numa circunstância normal não seria sancionado como foi. Ainda assim, o deputado Maia ignorou a decisão governamental.

Em entrevista televisiva disse apenas que “houve uma decisão consensual”. E só. Agora, duvida-se que o deputado Anísio Maia continuará com o seu senso crítico. A pancada do bombo mudou e da aliança PT/PSB exige-se também o enquadramento dos petistas no legislativo.

O único receio é o eleitor.