PPS de várias tendências, até quem defende arquiinimigo RC a reeleição

O PPS está cheio de tendências políticas para 2014, ano das eleições gerais de presidente da República, governador de estados, senador, deputado federal e deputado estadual. O partido do vice-prefeito Nonato Bandeira tem gente que defende a suposta candidatura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), de Venziano Vital do Rêgo (PMDB)… Até quem apóie a reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Também quem defende a entrada da agremiação no “blocão” dos partidos formados pelo PT, PP e PSC. “Eu como presidente (recém eleito) não posso me comportar como se comportou a ex-presidente (Gilma Germano). Foi por isso que ela perdeu apoios na direção estadual”, disse o vice-prefeito Nonato Bandeira.

bandeira

Entrevistado pelo excelente repórter Lenilson Guedes, cuja matéria abrilhanta as páginas deste domingo (17) do Jornal da Paraíba; Bandeira disse que a antecessora “conduziu o partido de forma antidemocrática”, quando tentou levar o PPS a apoiar a candidatura a reeleição do governador “sem combinar com a direção nacional e os nossos filiados…”.

“… Nós vamos ouvir todas as teses e no momento certo opinar, através de fóruns adequados”, afirmou.

Sobre a possibilidade de seguir com a suposta candidatura de Cássio, o novo presidente do Partido Popular Socialista destacou: “Eu acho uma possibilidade muito real; eu entendo que ele é elegível (…). É um nome muito forte, que tem apelo popular e apoios em quase todos os partidos da Paraíba”.

Em relação ao ex-prefeito Veneziano, Nonato comentou o seguinte: “Eu não descarto uma candidatura de oposição. Dependeria do entendimento dos filiados a partir de um projeto, porque hoje estão personificando muito o debate. Acho que Veneziano é um candidato que tem o seu peso”.

Nonato se prolongou na resposta sobre a candidatura reeleição do ex-amigo Ricardo Coutinho. Também considera um nome forte, “que não se pode subestimar qualquer candidatura governamental e principalmente uma figura meteórica na política, que sempre foi ascendente…”.

“… No entanto, perdeu nos grandes centros urbanos em 2012, como em João Pessoa, Santa Rita, Patos, Sousa (…). Em Campina Grande, ele não pode nem ir lá. Está correndo contra o tempo, assinando ordem de serviço, quando o certo é fazer isso no começo na gestão e não no fim. Ele teve o planejamento de administração interrompido com o processo eleitoral”.

Com conhecimento de causa, Nonato adiantou que “o governador criou diversas áreas de atritos e em setores fundamentais para o desenvolvimento, para a economia, para a vida social, política e administrativa do Estado. Não só os servidores e suas diversas categorias, mas os poderes constituídos e grande parte da mídia…”.

“… Então, ele foi colecionador de atritos, que lhe empurrou para se tornar um político um tanto conservador. Um político de uma trajetória de esquerda hoje é refém de setores mais à direita no Estado”.

Em síntese, foi a entrevista que o presidente Nonato Bandeira, do PPS/Paraíba, concedeu ao repórter Lenilson Guedes, do Jornal da Paraíba.

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