Ricardo só quer saber de Ricardo; Cunha Lima faz parte do passado

Observou-se na entrevista televisiva concedida pelo secretário estadual do PAC, Ricardo Barbosa – pré-candidato a deputado estadual – uma peça que se reveste na mais pura verdade: “Não tenho dúvidas disso; fico com Ricardo Coutinho”. A frase veio ao ser instado a falar sobre a possibilidade de rompimento do governador do Estado com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), na iminência de acontecer.

Dos auxiliares do Palácio da Redenção, Barbosa parece ser o mais consciente de que a ruptura da aliança está próxima, muito próxima. Mas expôs seu ponto de vista ao antecipar um prognóstico para as eleições governamental de 2014, destacando que “será muito difícil bater Ricardo Coutinho, que faz um governo operoso”.

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Ponto de vista de um auxiliar do governo “socialista”, que pode não estar em sintonia com a opinião pública. De qualquer forma, o secretário do governo destacou que “não vejo justificativa para o rompimento”, chegando a indagar o seguinte: “A não ser que Cássio ceda as pressões e decida atender a meia dúzia de pessoas interessadas em retornar por causa dos altos salários que recebiam no passado”.

Pareceu-me uma alfinetada no próprio governo do tucano.

Segundo Ricardo, o Barbosa, “a Paraíba vive outro momento (…). Neste governo de Ricardo Coutinho não existe regalias e todos os servidores são tratados por igual”.

Será? Você acredita? Bem, foi proclamado pelo secretário Ricardo durante entrevista ao programa Conexão Master, comandado por Alex Filho.

Em dado momento da entrevista, o auxiliar do governo “socialista” chegou a admitir a ruptura: “Possibilidade existe, mas vou trabalhar para que isso não aconteça”. Disse, ainda, que se ocorrer o senador Cássio Cunha Lima terá que devolver os cargos que ocupa no governo.

É bom lembrar que até então não existe ninguém mais Cunha Lima do que o secretário Ricardo Barbosa.

Até aonde se sabe, ele chegou a ser ameaçado de ser exonerado do cargo. Se fizeram “maldade” e a custa do que dos boatos não se sabe ainda, mas o fato é que chegou a ser tachado de “baiano”. Ou em outras palavras: preguiçoso.

Surpreendeu ao admitir que o espaço atualmente reservado a Cássio na gestão “socialista” será ocupado por outra liderança. Ele não disse se o nome já vem sendo trabalho.

Decerto que sim.

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