Governo “socialista” abre espaço para críticas contra aliado cassista

É estranho, muito estranho, mas começam a surgir situações, agora da parte do governador “socialista” Ricardo Coutinho, que demonstram o distanciamento cada vez mais dele do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), responsável pelos primeiros sinais de rompimento da aliança dos tucanos com o PSB.

               radio tabajara

Da parte do governador, auxiliares do governo escalaram o presidente do Sindicato dos Trabalhadores públicos Municipais do Agreste da Borborema – Sintab, Napoleão Maracajá, para uma entrevista na Rádio Tabajara e “cutucar” o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), aliado de Cássio na política paraibana.

“O prefeito Romero Rodrigues é bem diferente daquele que foi candidato a prefeito de Campina Grande. Na época da campanha Romero prometeu tudo e mais um pouco, até coisas que, à época, imaginava-se ser difícil de cumprir…”.

“… O Romero candidato pregava o diálogo, o respeito às instituições. Agora, ele pede a ilegalidade da nossa greve sem ter sentado pelo menos uma vez com o sindicato para discuti-la. Isto é muito triste, a gente lamenta essa postura”, disse Napoleão.

Continuando com as criticas contra a gestão do qual o vice Ronaldo Cunha Lima Filho (PSDB), irmão de Cássio, divide com o prefeito Romero, o que disse o presidente do Sintab sobre a paralisação dos servidores da saúde ressaltou:

“Não é uma greve por salários. Há um PCCR que existe na lei, mas não é cumprido, há gratificações que não são pagas e estamos pedindo, também, a revogação da Lei da Pactuação”.

Segundo Napoleão Maracaja, a greve na educação decorre por falta de respeito da administração municipal. “Campina Grande paga R$ 998,00 iniciais a um professor. É um dos salários mais baixos da Paraíba…”.

“… O prefeito Romero prometeu, em reunião com mais de vinte professores, que apresentaria proposta em agosto e não apresentou. Agora, em setembro ele disse que resolveria a questão em 2014…”.

“… Não podemos deixar problemas de 2013 pra 2014”, concluiu.

Um detalhe: o governador foi proibido de participar da campanha a prefeitura de Campina Grande ano passado. Portanto, dar-se o troco.

Parece revanchismo, não?

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