Vereador mais bem votado na eleição do ano passado, Guga Pet (PP) envolveu-se numa trapalhada e tentou fazer dela uma jogada. Pode não ter feito uma boa escolha, quando trocou o certo pelo duvidoso. Sua decisão não se discute, até porque recebeu um chamado do seu partido. No entanto, tinha 100% da estrutura da Secretaria de Proteção Animal de João Pessoa, o que não vai ter na Executiva estadual criada por Medida Provisória.
O que marca na atitude de Guga é a forma como deixou o cargo municipal ao sair criticando a gestão que sempre defendeu com unhas e dentes, seja como integrante da base de sustentação do prefeito no legislativo da capital, ou sentado na cadeira número um da Secretaria de Proteção Animal. Se elegeu com mais de 10 mil votos na eleição do ano passado e usou toda a estrutura, inclusive um hospital veterinário novinho em folha.
Afora isso, veículos castra móvel e outras estruturas, além, também, com poderes para indicar servidores na estrutura da secretaria, inclusive o chefe de gabinete e assessores, cada um deles recebendo salários entre R$ 10 mil a R$ 7 mil. Com a mudança, Guga não vai desfrutar do mesmo prestígio a começar para Secretaria Executiva criada pelo governador através de uma Medida Provisória, esvaziada a julgar que não tem orçamento para gerir o gabinete.
O vereador vai estar sempre sendo fiscalizado pela Secretaria de Estado da Saúde e, portanto, não terá autonomia nenhuma. Quanto a atuação política, Guga saiu para apoiar o pré-candidato Lucas Ribeiro (PP). Tudo bem! um nome do seu partido. Porém, não tinha o direito de sair atirando contra a gestão que lhe ofereceu todas as condições para trabalhar.
