Por estar inelegível, Vitor Hugo é obrigado a se afastar do Avante

Com a perda dos direitos políticos por oito ano, conforme condenação pela Justiça Eleitoral da Paraíba, o ex-prefeito Vitor Hugo é obrigado pela legislação a se afastar da presidência estadual do Avante, decisão tomada nesta sexta-feira (23/1) com certo atraso.

Inelegível, o então gestor foi denunciado por envolvimento com uma facção criminosa durante as eleições municipais do ano passado, em Cabedelo, conforme investigação da Polícia Federal em diligência durante Operação En Passant.

Mesmo perdendo os direitos políticos, ele ainda exerce uma função pública na Prefeitura Municipal de João Pessoa, ocupando o cargo de secretário de Turismo. Vitor Hugo usou suas redes sociais para anunciar a saída e afirmou que os avanços obtidos foram resultados de um trabalho coletivo.

Ele pensou em se candidatar a deputado estadual nas eleições deste ano, mas é considerado ficha suja por causa da condenação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB).

O ex-gestor é padrinho político do prefeito interino Edvaldo Neto (Avante), que vai para a disputa na eleição suplementar de 12 de abril. Neto tem sido orientado a “esconder” o ex-mandatário de Cabedelo, e se conseguir tem chances reais. Do contrário, vai enfrentar o páreo duro com os adversários do bloco de oposição.