As críticas a um governo democrático e republicano são muito bem-vindas, desde que fundamentadas e sem, como de costume, o velho estilo oportunismo político. Neste sentido, o secretário estadual de Comunicação, Nonato Bandeira, em entrevista, disse que enquanto os servidores estaduais tiveram reajuste de 10 a 31 por cento, os funcionários federais 0% de reajuste.
Para o secretário, chega a ser estranho, “ser cômico os defensores políticos e ideológicos do presidente aqui em no Estado combaterem um aumento histórico como esse, tanto em percentuais como em valores absolutos, enquanto o Governo Federal já disse que não vai dar aumento nenhum para os servidores federais, à exceção dos membros da PF [Polícia Federal]”, afirmou.
A fala do jornalista Nonato Bandeira neutraliza qualquer tentativa dos críticos do governo estadual de tirar proveito da situação, quando se sabe que os servidores públicos estatuais estão gratos ao governador João Azevêdo (Cidadania). Já os federais?
“Coisa de comunista ou de esquerda e outras bobagens sem qualquer argumento fundamentado, a exemplo do combate ao atual reajuste salarial que vai aumentar em R$ 840 milhões anual a folha salarial do Estado como o funcionalismo público…”
“… Numa leitura rápida isso equivale simplesmente a oito Centros de Convenções iguais ao que estamos fazendo em Campina Grande ou a 840 creches das 208 que vamos construir em todo Estado”, pontuou o secretário.
Bandeira discorreu, ainda, que “mesmo com a pandemia, que já dura mais da metade de nosso mandato, nós conseguimos em apenas três anos avançar em quase todas as áreas, atestado por organismos nacionais e internacionais…”
“… Assim como atraímos novas empresas e geramos recorde de empregos todos os meses, nós praticamente dobramos o número de leitos nos hospitais, zeramos o número de cirurgias eletivas; saímos de 100 para 302 escolas em tempo integral; de 4 para nove restaurantes populares; de 22 para 34 Casas da Cidadania; criamos novos programas, como a Patrulha Maria da Penha”.
E mais: “o Escritório Social e o Tá na Mesa; mantivemos os que estavam em andamento e hoje o Governo dialoga com a sociedade e seus representantes de maneira direta e sempre com muito respeito”.
