Quem da família do senador José Maranhão vai receber o seu legado? A pergunta exige uma resposta já, mas pela dedicação no pior momento de sua vida, sem sombras de dúvidas, a filha Alice, médica, tem essa condição.
Nos 71 dias de internação de Maranhão no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, Alice não arredou o pé um só instante do local. Estava lá porque é médica e se não fosse, certamente, estaria do mesmo jeito.
O homem forte, em que pese seus 87 anos, resistiu o quanto pode lutando pela vida contra o mal de uma pandemia provocado pelo coronavírus. E mesmo sedado, entubado e sofrendo as consequências da doença só pensava no povo.
No depoimento da esposa, desembargadora Maria de Fátima, um momento de preocupação de sempre com os paraibanos: vacina! Não era para ele, mas para os habitantes do Estado, em especial.
No seu íntima, a batalha em defesa do bem-estar dos paraibanos. Mas o piloto de avião seguiu o seu caminho, deixando um legado e uma representante desse legado a ser lembrada sempre para quem acompanhou o sofrimento do pai.
Falar de 60 anos de vida pública, acumulando diversos mandatos, começando por deputado estadual, deputado federal, vice-governador, governador por três vezes e senador da República por dois mandatos, é lembrar de coisas boas.
Coisas boas em defesa do povo. Por isso, seu legado não pode ser esquecido e tem que ser alguém que não o abandonou no momento mais difícil da vida do “mestre de obras”. Por que Alicinha, como era carinhosamente chamada por Zé?
Bem, porque 71 dias de sofrimento sem arredar o pé ao lado do pai no leito de um hospital apreendeu com as revelações do senador Maranhão o que é fazer política com sacerdócio, e Alice sabe disso como ninguém.
Uma coisa é certa: o legado do ex-governador e ex-senador José Maranhão não pode ser esquecido. Nunca!
