O ex-governador Ricardo Coutinho, também ex-presidiário, é realmente um cara de muita sorte, pois se não fosse a pandemia do coronavírus, ele teria que renunciar o salário de mais de R$ 30 mil reais que ganha da Fundação João Mangabeira, em Brasília.
É que o desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator dos processos da Operação Calvário, negou a Coutinho o pedido para viajar, semanalmente, a Brasília e poder participar das reuniões da FJM, ao menos uma vez por semana.
Como “comandante máximo” na ORCRIM acusada de desviar mais de R$ 134 milhões da saúde dos paraibanos, o então governador queria, além de poder viajar, que o desembargador Ricardo Vital tirasse o uso da tornozeleira, o recolhimento noturno impreterivelmente às 20h, a obrigação de comparecer periodicamente em juízo e a proibição expressa de manter qualquer contato com outros investigados da Calvário.
No despacho ao pedido de RC, o desembargador argumentou não ter encontrado amparo aos pedidos, rejeitando, de pronto, a revogação das medidas cautelares. É a segunda derrota de Coutinho, que já tinha feito o mesmo encaminhamento a ministra Laurita Vaz. Também foi negado.
É bom lembrar que à época não é de Papai Noel e, sim, de coronavírus, onde a recomendação é ficar em casa, com ou sem tornozeleira eletrônica.
