Sem ser oficializado, o adiamento das eleições municipais deste ano ganha contorno neste sentido. O ministro Luís Roberto Barroso, do STF e futuro presidente do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, em entrevista à Folha, disse que a aglomeração das convenções partidárias podem atrapalhar a realização do pleito.
Claro, se fala muito em transferir a data, inclusive uma emenda à Constituição do senador paraibano José Maranhão, do MDB, propõe empurrar para dezembro a eleição por causa da pandemia do novo coronavírus.
O ministro Barroso disse que “se chegarmos em junho sem um decréscimo substancial da pandemia, é possível ter que fazer esse adiamento, que não deve ser por um período mais prolongado do que o absolutamente necessário para fazerem eleições com segurança”.
Barroso trabalha com “a ideia de que não seja necessário adiar e que, se necessário, que estejamos falando de algumas semana e nada mais do que isso”.
Declarou, por fim, “que há questões políticas e operacionais. As políticas são as datas das convenções partidárias, que têm limite até 5 de agosto e envolvem aglomeração. Além do próprio início da campanha, em 15 de agosto”.
E na hipótese de não acontecer mudança no atual quadro de saúde? O ministro Luís Roberto Barroso respondeu: “Se houver risco de aglomeração em agosto, temos um problema”.
