A saída sem trauma de Bruno do ninho dos tucanos

Atualmente na presidência estadual do SD (Solidariedade), o deputado Bruno Cunha Lima, ex-PSDB, tinha sinalizado para a sua saída do ninho dos tucanos desde que aconteceu o envolvimento do senador Aécio Neves com o dono da JBS, Joesley Batista.

A partir dai, Bruno se desencantou com os pedessistas. Mantinha sua filiação, mas incomodado com a repercussão negativa do partido. Surgiu a abertura da janela partidária e ele começou a contatar com algumas legendas, outras o convidaram para ingressar, a exemplo do Movimento Livre.

Tratou do assunto com os dirigentes durante passagem por São Paulo, e junto com o deputado federal Pedro Cunha Lima, seu primo, que também estava interessado em se filiar a legenda. O Livre, que manteve a sigla PSL, acabou ficando apenas como uma alternativa por causa da entrada de Jair Bolsonaro.

Ai começou outro movimento, reuniões com parlamentares de outros estados, a exemplo de Daniel Coelho (PSDB-PE). Enfim, uma movimentação sempre com a presença de Pedro, também desgostoso com o PSDB.

No caminho surgiu o Solidariedade, que estava nas mãos do deputado federal Benjamin Maranhão, que acabou saindo e voltando para o MDB. Bruno foi convocado por Paulinho da Força (SP) e assumiu o comando da legenda no Estado.