Promotora acusada de compra de voto vai à julgamento

Acusada de comprar voto na eleição municipal de 2016, a promotora de Justiça Ismânia Pessoa será julgada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) nesta quinta-feira (1). Ela teria agido, de acordo com o processo, para favorecer a mãe e atual prefeita de Mamanguape, Eunice Pessoa (PSB).

É um julgamento esperado, principalmente o resultado, porque já existe um pedido de cassação de mandato da prefeita em 1ª instância, em decisão proferida pela juíza Juliana Duarte Maroja. Lembrando que Ismânia já recebeu uma punição da instituição a qual presta serviço, o Ministério Público do Estado.

A sentença de 1ª instância determina “a cassação dos diplomas de Maria Eunice do Nascimento Pessoa e Baby Helenita Veloso Silva, prefeita e vice-prefeita, respectivamente, eleitas e diplomadas, declarando nulos os votos por elas recebidas no pleito municipal eleitoral do ano de 2016, resolvendo o mérito”.

A juíza condenou, ainda, a prefeita, sua vice e sua filha Ismânia Pessoa à inelegibilidade pelo prazo de oito anos, além de uma multa individual no valor de R$ 53.205,00, considerando “a condição econômica de cada uma, gravidade das condutas e as temerárias consequências para o regime democrático”.

Talvez tenha sido esse o principal escândalo registrado nas eleições de 2016, ainda mais por se tratar de uma integrante do Ministério Público em se envolver em ilicitos eleitorais.