Investigações no IPM tiveram apoio da Prefeitura, via CGM

Há um elemento importante na operação realizada na manhã desta quinta-feira (24), que teve o objetivo de investigar supostas irregularidades nas atividades do IPM (Instituto de Previdência do Município). Qual seja: a ativa participação da Controladoria-Geral da Prefeitura de João Pessoa.

A operação batizada de “Parcela Débito foi desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), do Ministério Público do Estado; e o GOE (Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil). O atual superintendente do Instituto, Diego Tavares, estava presente e acompanhou todo o trabalho de investigação.

A Prefeitura contribuiu com o trabalho desenvolvido pelos órgãos de investigação, através da Controladoria Geral. Isso revela, acima de tudo, total independência. O que se sabe: Numa analise preliminar, as supostas irregularidades ainda sob apuração dos fatos encontrados deverão atingir as últimas duas, três administrações do IPM.

Por enquanto, não existe nada oficial a despeito desse assunto, conforme informações repassadas ao blog por uma fonte que participou das investigações. Repassou, ainda, que atingirá ex-superintendentes que já passaram pelo órgão, pois alguns dos possíveis crimes foram repassados para o Gaeco já nesta gestão.

A fraude originária das investigações apontam que os envolvidos usaram a folha de pagamento do órgão para cometer os crimes, inserindo gratificações irregularidades nas fichas financeiras sem que os valores fossem creditados nas contas dos aposentados ou pensionistas. Caiam nas contas de um determinado grupo de pessoas.

E mais: aumentavam irregularmente gratificações e aposentados para que os valores fossem repassados a terceiros e mantinham irregularmente pensionistas na folha de pagamento acima da idade-limite. Ou seja, um escândalo que mexia com os aposentados do município.

A comprovação de que a investigação nascem a partir da operação “Pão e Circo”, deflagrada em 2012, mostra que os fatos criminosos já vinha em andamento a bastante tempo. Como se sabe, naquela ocasião foram apreendidos, na residência de um dos alvos, contracheques de servidores e pensionistas, também cartões bancários em nome de servidores e documentos que comprovariam a utilização de cheques de aposentados e pensionistas do IPM.

Tinha o objetivo de custear despesas pessoais de investigados, inclusive para o pagamento de um apartamento em João Pessoa. A operação da manhã desta quinta cumpriu 22 mandados de busca e apreensão, 20 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de condução coercitiva.

Da operação especial, participaram 10 promotores de Justiça, 20 servidores do Gaeco, 11 servidores da Controladoria-Geral da Prefeitura de João Pessoa, 104 policiais civis e 56 policiais militares.