Como se sabe, o governador Ricardo Coutinho sempre manteve na retaguarda da postura adotada pelo seu partido (PSB) no plano nacional. Criticou até quanto pode a legenda durante o apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, de quem se portou como aliado até os minutos finais do afastamento definitivo da petista do Palácio do Planalto.
Coutinho manteve a postura de coerência ao se posicionar contra o Governo Michel Temer, de quem é um ferrenho crítico e, talvez, por causa de sua posição é que a legenda socialista começou a adotar uma linha de divergência ao Planalto, a exemplo de ser contrário a reforma trabalhista.
Sem meias palavras, RC destacou a postura do seu PSB em nível nacional: “Foi correta a decisão da Executiva, diante dessas reformas que estão sendo discutidas como o conjunto da sociedade”. Ele considerou de “retrocesso” a aprovação da reforma trabalhista no âmbito da Câmara Federal.
Elogiou os deputados federais Luiz Couto (PT) e Veneziano do Rêgo (PMDB), que votaram contra as reformas, e não poupou outros parlamentares paraibanos que apoiaram as mudanças durante a votação de ontem: André Amaral (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), Benjamin Maranhão (SD), Efraim Filho (DEM), Hugo Motta (PMDB), Pedro Cunha Lima (PSDB) e Wellington Roberto (PR).
Chamado para uma reunião com o presidente Temer, o governador da Paraíba passou à distância da encrenca da reforma trabalhista, tema discutido o encontro antes da votação da noite passada.
