Para esfriar o PMDB, partido ignora movimento dos rebeldes

O PMDB não pretende mover uma palha para manter o senador Raimundo Lira e o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo em seus quadros, e se houver a intenção deles sair do partido a decisão será unilateral, de livre e espontânea vontade de ambos. Mostram insatisfeitos por causa da aliança dos peemedebistas com o PSD do prefeito Luciano Cartaxo e o PSDB. No entanto, descumpre um orientação da legenda para se afastar do governista PSB.

Presidente estadual da legenda, o senador José Maranhão tem evitado a falar sobre o tema. Apenas tem acompanhado a movimentação, em especial do deputado Veneziano, através do noticiário da imprensa. Por isso, tem evitado a manifestação. O ex-cabeludo até emplacou a esposa Ana Cláudio e amigos na estrutura administração do Estado. Fez isso a revelia da orientação partidária.

A poucos dias o senador suplente Raimundo liderou um movimento de não reconhecimento da liderança do seu colega de bancada José Maranhão. Se deu mal. Além de não ter sido o escolhido para presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Senado, perdeu de figurar em outras comissões de menor importância. A estratégia de golpe partidária falhou.

Diante desse cenário, no PMDB é aguardada, sim, o desembarque do senador e do deputado Veneziano do partido. Eles não deverão sofrer nenhuma sanção do partido, embora o estatuto indique, até, a perda de mandato para quem cometer infidelidade partidária. “Não chegaremos ao extremo; somos um partido democrático”, disse um dos membros da Executiva estadual.