Promotora que praticou ilícito eleitoral é punida

Chama-se Ismânia Carvalho. Talvez, você não vai lembrar-se dela de imediato. Porém, vamos puxar um pouco a memória e voltemos para as eleições municipais do ano passado. Promotora de Justiça e integrante do Ministério Público do Estado, ela é aquela mesma que surfa nas gravações de um suposto áudio negociando apoio de vereadores à candidatura de sua mãe, Maria Eunice (PSB), que viria ser eleita prefeita de Mamanguape.

Pois bem. Sabe o que aconteceu com a promotora Ismânia Carvalho: teve suas atividades suspensas por 100 dias pelo Conselho Superior do Ministério Público. Muito pouco para a gravidade do suposto crime eleitoral, ainda mais sendo praticada por alguém que deveria estar ao lado da sociedade. A gravação vazou na Internet e ganhou o asfalto.

No áudio, ela oferece a quantia de R$ 5 mil, além de três cargos na prefeitura para cada candidato que mudasse de lado. A prefeita Maria Euníce disputou e ganhou a Prefeitura de Mamanguape contra Fábio Fernandes. Na voz da promotora aparece a frase: “Você se declarando (que deixa Fábio e apoia Eunice) a gente dá um valor a vocês agora”.

Em outro trecho: “No caso desse… bem… você dando esses R$ 5 mil e a gente tem direito a quando empregos” Esse diálogo ocorreu com a candidata a vereadora Rizo Mourão (PSDB), responsável por perguntar se teria mais algum benefício.

Se levar em consideração a gravidade do ilícito, à Justiça Eleitoral poderá cassar o mandato da prefeita Maria Eunice e determinar novas eleições do município, tendo em vista que a coligação encabeça pelo candidato derrotado Fábio Fernandes (PMDB), que acredito no êxito da ação depois que o Conselho Superior do Ministério Público reconheceu a ilicitude.