Não foi por um acaso que a médica Lígia Feliciano (PDT) se tornou vice-governadora da Paraíba. Se não tivesse ela o governador Ricardo Coutinho (PSB), talvez, tivesse dificuldade de encontrar alguém para completar a chapa, pois, como se sabe, ninguém queria a vaga. Lígia se dispôs e contribuiu bastante com a recondução do socialista ao Palácio da Redenção.
Então, justiça seja feita, a vice-governadora Lígia não pode ser descartada de sua pretensão de concorrer à sucessão em 2018. Esse direito, legítimo é bom deixar claro, lhe pertence e ela tem trabalhado bastante neste sentido. Pisando em ovos, inclusive para não contrariar o seu companheiro de chapa na campanha passada para o Governo do Estado.
Calada, sem poder expressar a sua opinião, divide com o titular do cargo o descaso com os problemas da violência, a educação por causa do fechamento de mais de 250 escolas públicas estaduais e, ainda, a saúde, sem expressar o seu sentimento. Salva apenas as obras de infraestrutura projetos dos antecessores. Para Lígia, mesmo pensando o contrário, está “tudo bem” e “o governo faz o dever de casa.”
Por dentro, no entanto, ela bem sabe que não é assim. Por isso, merece a indicação de concorrer à sucessão, como também participar das discussões sobre o futuro que vem tratado no subterrâneo da Granja Santana, residência oficial do governador, sem a presença da vice.
