Acordo fechado para Cássio ser próximo vice do Senado

Como se sabe, no Senado não há disputa para eleger os integrantes da mesa diretora a cada dois anos, períodos em que um senador passada sentado na cadeira ocupada hoje pelos alagoano Renan Calheiros (PMDB). Existe um acordo entre os partidos, principalmente aqueles com maior representação. Dessa forma os cargos são rateados. Os peemedebistas, assim, devem continuar com a presidência e o PSDB deve indicar o paraibano Cássio Cunha Lima para vice.

A propósito de Cássio, ele está muito bem posicionado neste cenário de definição de composição da futura mesa diretora do Senado da República. A indicação partidária é a maior demonstração de força do senador da Paraíba, que conta com o apoio do PMDB para ascender o cargo. A mídia nacional já dá como certo o acordo, inclusive não prevê maiores surpresas no atual momento.

A definição pelo nome por Cássio ocorre por reconhecimento dos tucanos nacionais, sobretudo o papel que exerceu durante o processo de impeachment da petista Dilma Rousseff no ano passado. Por isso, tem a simpatia não apenas do seu partido, mas do PMDB inteiro, inclusive de Raimundo Lira, peemedebista aliado do governador Ricardo Coutinho, maior crítico do governo Michel Temer, inclusive o considera de presidente “ilegítimo” e “sem voto”.

A eleição no Senado ocorrerá no começo de fevereiro. A única preocupação é dar ao PT a primeira-secretaria ao PT, segundo maior cargo da mesa diretora, vem depois da presidência, mas já estuda-se reduzir as atribuições do petista que ocupará o posto, responsável pela chave do cofre.