Nesta terça-feira (6), noticiou-se o fim dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia. Manteve-se, em linhas gerais, a impressão que acabou em tremenda “pizza”, daquelas do tamanho família em dobro. Ou seja, pouparam os principais dirigentes das operadoras, aqueles que fazem de você “bolinha” ao jogá-los de um lado para outra, utilizando-se “robôs” para falarem com o usuário do outro lado do telefone.
Festejam algo combinado com as operadoras para um investimento de R$ 119 milhões, principalmente em expansão dos serviços. A promessa é que o sistema vai chegar aos lugares mais longínquos dessa imensa Paraíba. Mas a primeira pergunta nenhum dos integrantes soube responder: quem vai fiscalizar? Chegou-se a um acordo mediante a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que as empresas cumprirão se quiser e quando ninguém sabe.
Vice-presidente da CPI, a deputada Camila Toscano (PSDB) comemorou: “Tivemos um ano produtivo e encerramos a assinatura de mais um acordo”, disse ao lembra que “as quatro operadoras que atuam na Paraíba investissem, juntas, quase R$ 200 milhões em melhorias na qualidade dos sinais de telefonia e de internet”. É entusiasmante, não é?
Mas descreia desta propalada melhoria da qualidade do servidor de telefonia móvel na Paraíba. O que os empresários queriam mesmo era se livrar da CPI, que para eles se transformou no “fim do mundo” quando do inicio dos trabalhos. Alguém ouviu falar no pagamento das sonegações fiscais? Claro que não. Até o Estado se calou diante disso.
É lamentável que tenha se perdido tanto tempo com uma CPI concluída que não indiciou ninguém e pouco ouviu falar sobre os responsáveis pela má prestação do serviço. Jogaram a “pizza” sob a mesa e pronto e os usuários que se virem com os problemas do dia a dia, que haverão de continuar até uma nova investigação parlamentar, pois essa não serviu para absolutamente nada.
Ou melhor: talvez, tenha servido para alguns e outros não.
Desfilaram pela Comissão Parlamentar de Inquérito, além de Camila Toscano, os deputados João Gonçalves (PDT), presidente; e João Bosco Carneiro (PSL), relator. Foram esses os principais personagens do repasto da “pizza”.
