Maranhão quer distância dos socialistas e usa cultura grega

Ouve-se de tudo em político, exceto a reaproximação do PMDB com o PSB do governador Ricardo Coutinho. Pelo menos se depender do presidente da legenda peemedebista da Paraíba, senador José Maranhão. Nem brincando, conforme fez questão de ressaltar, admite avaliar propostas neste sentido e se mantém firme na disposição de repetir a aliança com o PSDB e PSD, que reconduziu o prefeito Luciano Cartaxo no primeiro turno das eleições municipais de João Pessoa.

Os emissários a mando dos socialistas começaram a cercar o partido de Maranhão desde a conclusão das eleições municipais, mas devem colecionar um “não” até o ano das próximas eleições na Paraíba. O deputado Hervázio Bezerra (PSB), líder do bloco do governista PSB, surgiu com essa tese de reaproximação na semana passada. O presidente dos peemedebistas não se calou e já deu a resposta:

“Eu acho que isso vai da simpatia pessoal de Hervázio com o PMDB; ele é nosso amigo e estimaria que isso acontecesse, mas concretamente, objetivamente não tem nenhuma aproximação entre os dois partidos”.

Sobre a suposta proposta, Maranhão ironizou: “Não, porque o governador está no Olímpo, lugar os moram os deuses na cultura grega, como não frequento o Olímpo e Ricardo não desde a planície dos mortais, então nada aconteceu”.

Para um bom entendedor basta: união com os socialistas nunca mais.