Não tem nada oficial. O tema, digamos, não é prioridade neste momento por causa das eleições municipais, mas o governador Ricardo Coutinho trata como “inevitável” o desembarque do PSB. Segundo informações, “ele já está com as malas prontas”, disse a um amigo comum neste dias de turbulência política motivado pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
O amigo de Ricardo resumiu assim um drama que o atormenta: “Ele está chateado com o partido, que participou desse trama”. Mais uma vez abriu “aspas” para destacar: “Quando se refere ao partido é aqueles que concordaram com o impeachment, que voltaram ou voltam pelo afastamento de Dilma da Presidência da República”. Então, leia-se, por exemplo, o senador Romário, do PSB-RJ.
A situação do governador paraibano se complica. Mas, segundo o amigo revelou ao blog, “ele não deverá deixar o PSB por nenhum partido da base aliada do próximo presidente da República”. Ou seja, deve seguir o mesmo percurso de outros socialistas, alguns já deixaram o partido depois da votação na Câmara Federal, a exemplo da deputada paraibana eleita por São Paulo, Luiza Erundina.
Esse tema está sendo tratado nos bastidores. Porém, movimentação indicam na direção de saída. Demonstração maior é a inquietação dos deputados Jeová Campos e Estela Bezerra. Ela sinaliza para o caminho do Raiz Movimento e Cidadanista, que Erundina pretende criar. A paraibana-paulista concorre à sucessão municipal em São Paulo pelo Psol, outra opção do governador, assim como o Rede Sustentabilidade de Marina Silva.
Neste momento, no entanto, não é esse é o foco do governador Ricardo Coutinho. Ele está mais interessado é na candidatura do seu partido a Prefeitura de João Pessoa. Esse discussão fica para outra oportunidade.
