Raimundo Lira, o senador do governador Ricardo

O senador Raimundo Lira (PMDB) ganhou projeção nacional após ser escolhido presidente da Comissão Especial do Impeachment, que cuidou de analisar o processo de afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República. Foi aos holofotes. Ocupou espaços generosos na mídia, assumiu postura de estadista, votou a favor do impeachment e transformou-se no “o cara”.

Enfim, teve muito trabalho. Brilhou na missão confiada pelo líder do PMDB e senador Eunício de Oliveira (CE), com quem deverá se confrontar pela presidência do Senado na escolha prevista para fevereiro de 2017. Por isso, Raimundo Lira não pediu desfiliação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

Nestas eleições municipais criou o clima para a futura saída. Resiste até hoje um convite do governador Ricardo Coutinho para se filiar ao PSB. No entanto, não por muito tempo. Carrega sob os ombros a condição de suplente, pois chegou ao posto onde está sem que tenha obtido um voto sequer. Porém, é o dono da cadeira graças as condições que transformaram Vital do Rêgo em ministro do TCU.

De volta ao tema PSB do governador Ricardo, o senador Lira recebeu o convite e não declinou. Prova disso, é que discorda da aliança do seu partido com o PSD do prefeito Luciano Cartaxo na disputa municipal de João Pessoa. Tenta desqualificar a união a todo custo, sobretudo quando contesta a união com um “por que não a aliança com Cida (Ramos)?”.

Pelo visto o senador que comandou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff guarda o segredo do seu futuro partidário para mais adiante. Quem sabe, na hora das definições da chapa majoritária. Quer ser o senador de Ricardo (Coutinho), com quem pretende dividir o espaço na campanha de 2018.