Trata-se de uma postura unilateral do senador Raimundo Lira (PMDB). No entanto, vista com bons olhos por peemedebistas que pretendem abrir negociações com a pré-candidata do PSB, Cida Ramos. Deu-se imediatamente ao anuncio da não candidatura feito pelo deputado federal Manoel Júnior nesta sexta-feira (22). Lira mandou sua assessoria cair em campo, deflagrando o movimento pró-aliança com os socialistas nas eleições de João Pessoa, Campina Grande e outros municípios da Paraíba.
É possível que obtenha êxito na intenção de ver seu PMDB no mesmo palanque dos socialistas. Porém, difícil mesmo será convencer o PSB desistir da pré-candidatura de Adriano Galdino, que tomou gosto pela sucessão municipal do segundo maior colégio eleitoral do Estado. Lira deixa claro no escrito que autorizou a defesa de um amplo acordo.
Então, deduz a inclusão não só de João Pessoa, também em Campina Grande, os dois maiores centros eleitorais paraibanos, no acordo da aliança dos peemedebistas e socialistas. Claro, cada um respeitando seus espaços. Por exemplo: o PMDB indicando a vice na chapa do PSB na capital, sendo que em Campina o PSB sugerindo um nome para compor com Veneziano Vital. Nada mais justo.
Propôs sem combinar com ninguém. Talvez, para o senador-presidente da comissão que analisa o impeachment da presidente Dilma Rousseff seja mais cômodo assim. Daria um ambiente de mais tranquilidade sem que necessite de um esforço sob natural para encarar o pleito em que tentará ser reconduzido ao Senado em 2018.
Ele só precisaria combinar com os “russos”.
