O formidável aqui é que tudo acontece a revelia dos políticos. As decisões ficam resumidas ao alto clero dos partidos, sem que o baixo tenha o direito ao menos de opinar. O vereador Djanilson da Fonseca (PR) é o maior exemplo. Recém chegado a legenda, passou entender que está no mandato não significa nada. Precisa, sobretudo, ter no sobrenome “Roberto”. Por isso, está disposto a adotá-lo sem necessitar procurar um cartório.
Em entrevista ao repórter Flávio Asevêdo o parlamentar criou um “mote” para dificultar a aliança com a pré-candidatura socialista à sucessão municipal de João Pessoa, expondo uma suposta divisão entre pretensos candidatos a Câmara, a exemplo dele próprio na corrida a reeleição. Diz que um grupo quer apoiar a recondução do prefeito Luciano Cartaxo (PSD).
Afirma que nesta segunda-feira (4) tem uma reunião com Wellington Roberto, Caio Roberto e Bruno Roberto (foto), os mandachuvas do partido. “Acho que os pré-candidatos a vereadores merecem ser ouvido”, defende. Djanilson prevê dissidência e garante que não tem nenhum problema com isso, reafirmando que tem boa relação com Cartaxo ou Cida Ramos, a pré-candidata do PSB.
Reconhece que a maior tendência é o apoio a socialista por causa da boquinha da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer, que o partido recebeu do governo e, claro, quem foi indicado para ocupar o cargo: adivinhou quem disse Bruno Roberto. Por isso, Djanilson quer entrar para a família dos “Roberto”. Precisa saber se a rapaziada aceita.
