PMDB só pensa nos cargos e ameaça por mais um, dois…

De todos os partidos da base aliada do governo socialista, o PMDB é o que menos pode reclamar. Ocupa espaços generosos na estrutura administrativa nos cargos de “A” a “Z”, desde os de primeiro escalão, segundo e terceiro, passando pelos de menor importância, mas de grande significado para aqueles que ocupam.

Na Assembleia, tem a sobrinha do senador e presidente da legenda, senador José Maranhão, na titularidade do mandato parlamentar que não pode ignorar de ter sido uma deferência especial, até porque o dono da cadeira Trócolli Júnior, ex-PMDB, não estava obrigado a ceder o lugar para a suplente Olenka Maranhão (foto).

Então, não pode se lamentar porque o advogado Laplace Guedes foi rebaixado de função, também que a ameaça feita por Maranhão venha ser algo de preocupação dos governistas. A propósito, até pela sua própria natureza, os peemedebistas gostam mesmo é de estar pendurados nas funções públicas. Foi pensando neles o apoio ao governador Ricardo Coutinho reeleito na campanha de 2014.

Vive atualmente entre manter a candidatura própria à sucessão municipal de João Pessoa e apoiar o nome da legenda socialista, sendo que está segunda opção é a que mais deseja neste momento, porque não pretende perder a boquinha. Isto está muito claro quando não assume o discurso e disfarça sobre o pensamento de partido que busca o protagonismo eleitoral.

Assim, o máximo que você vai ouvir nas declarações do líder maior dos peemedebistas é “fique a vontade para demitir e nomear”, conforme pronunciamento do senador José Maranhão após a publicação do Diário Oficial que rebaixou de categoria um dos afilhados do partido.

Ameaça um desembarque da base aliada, mas não passa de ensaio. Foi o PMDB que ensinou o PR do deputado federal Wellington Roberto a agir assim quando tem pretensão de ocupar um lugar ao sol.